O avanço da regulação sobre plataformas como o Airbnb começa a transformar o mercado de locação no Brasil. Novas regras em nível municipal e federal vêm aumentando o controle sobre os aluguéis de curta temporada, com exigências como cadastro de imóveis, cobrança de impostos e maior fiscalização. Esse movimento busca equilibrar a concorrência com o setor hoteleiro e reduzir distorções no uso residencial dos imóveis.
Além disso, a Reforma Tributária trouxe mudanças relevantes ao equiparar locações de até 90 dias a serviços de hospedagem em determinados casos, o que pode elevar a carga tributária para investidores com maior volume de unidades ou receita. Paralelamente, decisões judiciais permitem que condomínios restrinjam esse tipo de locação, reforçando o caráter residencial de muitos empreendimentos.
Nesse contexto, o mercado tende a passar por uma reorganização. A locação por temporada deve se tornar mais profissionalizada e regulada, enquanto parte dos imóveis pode migrar para o aluguel tradicional. Para investidores, o cenário exige maior planejamento e análise de viabilidade, mas também abre espaço para modelos mais estruturados e sustentáveis dentro do setor imobiliário.
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Fonte: Portas.com